O estudante Lucas Costa da Silva Rodrigues conta que abriu a garrafa, que estava lacrada, colocou o líquido no copo e, quando foi beber, teve a surpresa. "Eu ia beber antes de ver. Se não olho dentro da garrafa, eu e a minha família podíamos ter morrido ao beber o refrigerante com um rato dentro", conta.
A família explica que durante a audiência de conciliação, que aconteceu no escritório do Procon na cidade, o representante da FEMSA, responsável pela marca, não tomou as devidas providências, informando que seria impossível o animal ter aparecido na garrafa durante o processo de fabricação. "Ele disse que a única coisa que podia fazer por nós era dar outra garrafa de refrigerante, e isso eu não quero. Além disso, eu e minha família fomos tratados com descaso", afirma Lucas.
O diretor do Procon de Guarujá, Alexandre Cardoso, conta que, na audiência, nada foi esclarecido para a família. "O representante deu a entender que tinha sido o consumidor que colocou o animal dentro da garrafa. A família não aceitou a resposta e não houve acordo", diz. Alexandre afirma que o caso será levado à Justiça.
Cardoso informa ainda que notificou o estabelecimento onde o produto foi adquirido para retirar o lote da prateleira, enquanto os fatos são apurados. "Comunicamos também a Vigilância Sanitária, que foi até o mercado e recolheu algumas garrafas, para levá-las à perícia. O Ministério Público também foi informado para tomar as devidas providências", diz.
Mesmo com as acusações, Alexandre afirma que não tem certeza de quem seria o responsável pelo incidente. "Nós ainda estamos apurando para chegar à conclusão. Cabe ao Procon fazer uma perícia na garrafa para constatar em que momento e onde o animal caiu no recipiente, para finalmente chegarmos ao culpado", finaliza.
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