A nave Orion da missão Artemis II deixou a órbita da Terra rumo à Lua. A queima de injeção translunar foi realizada por volta de 20h49 desta quinta-feira (2), impulsionando a espaçonave para o trajeto.
Esta foi a última grande ignição dos motores de toda a missão. Veja aqui o rastreio da Nasa tempo real.
Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da Nasa, e o astronauta da Agência Espacial Canadense, Jeremy Hansen — estão dentro da cápsula Orion.
O centro de controle da missão em Houston confirmou que a queima do combustível parece ter sido bem-sucedida, o que permite que o restante da missão lunar continue conforme planejado – incluindo o retorno à Terra e o pouso no mar no décimo dia da missão.
A espaçonave agora vai rumar até chegar à órbita lunar. Os astronautas não irão pisar no satélite nesta missão, mas irão contornar o lado oculto do satélite antes de retornar.
Toda a cabine da Orion tem 9,35 metros cúbicos de espaço habitável, aproximadamente o tamanho de duas minivans, o que representa quase 60% mais espaço do que o módulo de comando Apollo.
A missão
Com duração estimada de dez dias, a Artemis II seguirá uma trajetória em forma de “oito”, contornando o lado oculto da Lua. Após duas órbitas iniciais ao redor da Terra, a nave será impulsionada em direção ao satélite natural em uma trajetória de livre retorno, na qual a gravidade lunar garantirá o caminho de volta sem a necessidade de manobras complexas.
A tripulação passará os primeiros um ou dois dias em órbita terrestre alta realizando extensas verificações de sistemas. Isso inclui testar os sistemas de suporte à vida, propulsão, navegação e comunicação da Orion para garantir que a espaçonave esteja pronta para seguir para o espaço profundo.
No ponto de maior aproximação, os astronautas poderão observar a Lua em um tamanho aparente semelhante ao de uma bola de basquete vista à distância de um braço. A missão não prevê pouso na superfície lunar. O principal objetivo é testar, pela primeira vez com humanos a bordo, os sistemas da espaçonave Orion, como suporte à vida, navegação, comunicação e o desempenho do escudo térmico durante a reentrada na atmosfera terrestre.

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