A situação no extremo sul da Bahia se agrava de forma alarmante e exige resposta imediata do Estado brasileiro. Novas informações confirmam que, após a ação de homens armados na Aldeia Nova, no Território Indígena Barra Velha do Monte Pascoal, famílias Pataxó permanecem refugiadas no mato, sem acesso a alimentação, água e condições mínimas de sobrevivência.
Entre os indígenas estão crianças, mulheres grávidas e idosos, que foram forçados a abandonar suas casas às pressas. Os anciãos que inicialmente estavam sob ameaça conseguiram fugir e já foram localizados, mas o cenário segue crítico e instável.
Relatos de testemunhas apontam que o grupo armado permanece na área, ocupando a fazenda e impedindo o retorno das famílias, atuando sob ordens atribuídas ao fazendeiro conhecido como Djalma Galão. Há ainda denúncias envolvendo a atuação de Baia, ex-cacique indígena, citado pelas comunidades como articulador local e associado ao grupo que promove a violência no território. Um filho do fazendeiro Djalma Galão, que é policial, ajuda a coordenar ação, segundo relatos de testemunhas no local.
Segundo as lideranças, os próprios homens armados afirmaram estar “a mando do patrão”, e chegaram a confrontar agentes da Força Nacional de Segurança Pública. Ainda de acordo com os relatos, o efetivo presente na região não realizou intervenção efetiva, informando às comunidades que não poderia agir diante da situação, gerando indignação a respeito da atuação.
Lideranças afirmam que o quadro que se estabelece é grave: indígenas deslocados à força de seu território, expostos a condições desumanas, enquanto grupos armados permanecem atuando sem contenção estatal, e conivência da Força Nacional, que se recusou a conter o conflito.
As lideranças indígenas denunciam a gravidade dos fatos e cobram providências urgentes, proteção efetiva às famílias e responsabilização dos envolvidos.
A situação segue em curso e representa risco imediato à vida e à integridade das comunidades.
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