sábado, 20 de junho de 2026

Nova regra do Pix entra em vigor em outubro; veja o que muda

 

Mudanças incluem fim do limite no Pix por aproximação, devolução mais rápida em casos de golpe e novas barreiras contra fraudes

O Banco Central do Brasil implementou atualizações importantes no sistema de pagamentos instantâneos Pix, com o objetivo de ampliar a segurança das transações e oferecer mais praticidade aos usuários. As mudanças envolvem novas regras para pagamentos por aproximação, mecanismos mais eficientes de combate a golpes e limites para dispositivos não cadastrados.

Fim do limite para Pix por aproximação

Uma das principais novidades é o fim do limite fixo de R$ 500 para pagamentos via Pix por aproximação. A partir de 1º de outubro, cada cliente poderá definir diretamente no aplicativo do seu banco o valor máximo permitido para esse tipo de operação.

Com a mudança, o Pix por aproximação passa a ter funcionamento semelhante ao Pix tradicional, realizado por chave ou QR Code, oferecendo mais flexibilidade aos usuários.

Devolução de valores em golpes fica mais rápida

Outra mudança relevante é a implementação obrigatória do chamado Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0) em todas as instituições financeiras.

Com o novo sistema, o prazo de restituição de valores transferidos em golpes ou fraudes foi reduzido para cerca de 11 dias. Além disso, a tecnologia agora permite rastrear e bloquear valores desviados em até cinco níveis de contas, dificultando a ação de criminosos que tentam pulverizar rapidamente o dinheiro roubado.

Limites para novos celulares e computadores

Pensando em aumentar a proteção contra fraudes, o Banco Central também estabeleceu restrições para transferências feitas em dispositivos que ainda não foram cadastrados previamente pelo cliente.

Nesses casos, haverá um limite de R$ 200 por operação e um teto de R$ 1.000 por dia para transações via Pix. A medida busca evitar golpes relacionados à troca indevida de aparelhos ou invasões de contas bancárias.

Bancos podem bloquear valores por até 72 horas

Outra ferramenta de proteção é o chamado bloqueio cautelar. Agora, os bancos poderão reter preventivamente valores recebidos via Pix por até 72 horas quando houver suspeita de fraude ou movimentação irregular.

Durante esse período, a instituição financeira poderá investigar a operação e, se necessário, viabilizar o reembolso da vítima.

Segurança reforçada

As novas medidas mostram que o Banco Central segue aprimorando o Pix, que se consolidou como um dos meios de pagamento mais utilizados pelos brasileiros. Com as mudanças, a expectativa é reduzir ainda mais os golpes financeiros e aumentar a confiança dos usuários no sistema.

Para consultar as normas oficiais, acesse o regulamento no portal do Banco Central do Brasil. mais popular e chamativa, como você costuma publicar.

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