De acordo com o levantamento, julho foi o sétimo mês consecutivo em que a variação foi menor do que a inflação nos últimos 12 meses, configurando novamente queda real de preços. O movimento, segundo o economista da Fipe Bruno Oliva, é natural devido às condições econômicas do País.
"Não é razoável supor que os preços iriam subir para sempre no mesmo nível que vinham subindo. O desemprego começou a subir, os juros também, ao mesmo tempo em que a renda começou a cair e os bancos se tornaram mais seletivos na concessão de crédito", explica.
Retomada do crescimento nas vendas?
Em maio, o FipeZap já havia divulgado pesquisa em que mostrou o maior poder de barganha do comprador na hora de negociar o imóvel. O resultado do mês foi recorde no valor de redução de propostas (7,5%) – o maior desde a série histórica com início em dezembro de 2013.
Em tese, a queda de preços e a maior capacidade de pechincha seriam dois bons motivos para que os compradores voltassem em breve ao mercado imobiliário. Apesar disso, Oliva não acredita que essa seja uma tendência plausível. "Acho difícil haver uma retomada nas vendas mesmo no ano que vem, pois num momento de crise as famílias acabam pisando no freio" IG
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