— Vamos tentar anular a compra ou ressarcir o patrimônio brasileiro — afirmou o procurador da República Carlos Lima em coletiva realizada na sede da Polícia Federal de Curitiba.
Tiveram a prisão temporária decretada Roberto Gonçalves, que foi gerente executivo da Área Internacional da petrolífera e da de Serviços, e Nelson Martins Ribeiro, apontado como o novo operador. Além de cinco mandados de condução coercitiva nas cidades do Rio de Janeiro, Rio Bonito (RJ), Petrópolis (RJ), Niterói (RJ) e Salvador, na Bahia. Entre os nomes estão: Cesar de Souza Tavares, Rafael Comino e Luis Carlos Moreira da Silva. Também serão cumpridos 11 mandados de busca e apreensão. Até às 10h40, apenas uma pessoa já está sendo ouvida na PF do Rio. Duas obras de artes foram apreendidas na casa de um dos suspeitos de participar do esquema de corrupção.
O GLOBO revelou na edição de hoje que investigações apontavam para um novo operador da Lava-Jato: Diego Candolo, apontado como responsável pelo pagamento de propina no exterior pela compra de Pasadena. Ele está colaborando com as investigações e disse ter distribuído suborno de cerca de US$ 6 milhões à diretores da área internacional da Petrobras, comandada por indicados do PMDB.
De acordo com as investigações, Luis Carlos Moreira, Rafael Comino, Cezar Tavares, Aurélio Telles, Agosthilde Monaco e Carlos Roberto Barbosa são acusados de terem recebido propina na compra de Pasadena. Há também evidências que indicam que Luis Carlos, Rafael Comino e Cezar Tavares também receberam vantagens indevidas na contratação dos navios-sonda Vitória 10.000 e Petrobras 10.000 fosse concretizada.
De acordo com depoimentos de colaboradores, a aquisição dos primeiros 50% da Refinaria de Pasadena foi concretizada a partir do pagamento de vantagens indevidas em favor de vários ex-funcionários da Petrobras. Além de Luis Carlos Moreira da Silva, Rafael Mauro Comino, Cezar de Souza Tavares, Aurélio Telles, Agosthilde Monaco e Carlos Roberto Barbosa, há evidências de que os ex-diretores Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró também se beneficiaram com o recebimento de vantagens indevidas.
Em depoimento, Fernando Baiano revelou como funcionou o pagamento da vantagem indevida em Pasadena. As propinas foram pagas pela empresa norte-americana Astra Oil, que repassou a quantia de US$ 15 milhões ao operador.
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