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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Bombeiro morre enquanto caminhava na esteira em academia de quartel

 

Bombeiro morre enquanto caminhava na esteira em academia de quartel

O cabo do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (CBMES) Geovane Ribeiro de Freitas (foto em destaque), de 43 anos, morreu na noite de sábado (22/8), durante o plantão de serviço no quartel de Aracruz (ES).

Geovane foi encontrado desacordado ao lado de uma esteira, que estava ligada em ritmo de caminhada, na academia do local. Um colega iniciou as manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP), e uma equipe avançada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) participou do atendimento.

Segundo a corporação, a morte ocorreu por causas naturais.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros à coluna, o militar havia retornado às funções havia cerca de um mês, após um afastamento médico por motivos de saúde. O retorno ocorreu após autorização médica e avaliação da Junta Médica do CBMES. 

A corporação informou que, desde o retorno, Geovane vinha realizando apenas atividades de baixo impacto. Ele tinha autorização médica para praticar atividades físicas e, no sábado, optou por fazer uma caminhada na academia do quartel.

Em nota, o Corpo de Bombeiros lamentou a morte do cabo.

“Sua partida, enquanto exercia sua missão junto à Corporação, torna este momento ainda mais doloroso para todos que compartilharam de sua trajetória profissional e de sua convivência diária. O CBMES se despede de um militar que honrou a farda que vestiu e que dedicou parte de sua vida à nobre missão de salvar e proteger”, escreveu.

A corporação também manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho do cabo e desejou força e conforto para enfrentar a perda.

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Vai ficar mais difícil financiar um imóvel? Bancos preveem maior restrição no crédito imobiliário

 

Bancos preveem mais dificuldade para conseguir crédito imobiliário nos próximos meses, mesmo com a procura por imóveis ainda aquecida.

Quem pretende comprar um imóvel financiado nos próximos meses pode encontrar um cenário mais rigoroso na hora de conseguir a aprovação do banco. Instituições financeiras projetam um aumento no grau de restrição da oferta de crédito imobiliário no terceiro trimestre de 2026, principalmente em razão da menor tolerância ao risco e da expectativa de crescimento da inadimplência no mercado.

A projeção aparece na Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito, divulgada pelo Banco Central. A sondagem foi realizada entre os dias 13 e 31 de julho com sete das principais instituições financeiras que atuam no segmento de crédito habitacional para pessoas físicas no país. É importante destacar que o levantamento apresenta a percepção e as expectativas dos bancos consultados, e não uma previsão feita diretamente pelo Banco Central.

O resultado chama atenção porque ocorre em um momento no qual a procura dos consumidores por financiamento habitacional continua aquecida. Caso as projeções se confirmem, o mercado imobiliário poderá enfrentar nos próximos meses uma combinação desafiadora: mais pessoas interessadas em financiar a compra de imóveis, ao mesmo tempo em que as instituições financeiras se tornam mais seletivas na aprovação das operações.

Bancos já vinham demonstrando cautela

Esta não é a primeira vez que a pesquisa aponta um ambiente mais restritivo para o financiamento habitacional. No relatório anterior, divulgado em maio, as instituições já demonstravam cautela na oferta de crédito, embora naquele momento a captação de novos clientes contribuísse para amenizar o nível de restrição.

Agora, a sinalização ficou mais forte. Na projeção para o terceiro trimestre de 2026, o documento afirma que é esperada uma “elevação do grau de restrição”, expressão que reforça uma mudança na percepção das instituições em relação aos próximos meses. Entre os principais motivos estão a redução da tolerância ao risco e uma expectativa maior de inadimplência no mercado.

Isso não significa que os bancos deixarão de financiar imóveis ou que haverá uma interrupção generalizada das linhas de crédito habitacional. A tendência apontada pelo levantamento é de maior seletividade, o que pode se traduzir em análises mais rigorosas sobre renda, comprometimento financeiro, histórico de crédito e capacidade de pagamento dos compradores.

O dinheiro para financiar imóveis não é o principal problema

Um dos pontos mais interessantes da pesquisa é que a possível restrição não parece estar sendo provocada, pelo menos neste momento, por falta de recursos disponíveis para o financiamento imobiliário.

No segundo trimestre, a melhora no custo e na disponibilidade de funding ajudou a sustentar a oferta de crédito habitacional. Para o terceiro trimestre, esse indicador deve retornar a uma situação de estabilidade. Embora deixe de contribuir positivamente para a expansão da oferta, também não aparece como o principal responsável pela expectativa de maior restrição.

O que mudou de forma mais significativa foi a percepção de risco. Os bancos esperam reduzir sua tolerância ao risco ao mesmo tempo em que aumenta a preocupação com a inadimplência do mercado. Na prática, isso cria uma situação em que as instituições podem continuar dispondo de recursos para financiar imóveis, mas se tornarem mais criteriosas na escolha dos clientes que terão acesso a esses recursos.

Demanda por financiamento imobiliário continua aquecida

Enquanto as instituições financeiras demonstram maior cautela, o comportamento dos consumidores segue em outra direção. A demanda por financiamento habitacional se fortaleceu durante o segundo trimestre e, segundo as expectativas apresentadas na pesquisa, deverá continuar avançando no terceiro.

Entre os fatores que ajudaram a estimular essa procura estão as alterações nas taxas de juros, o nível de emprego, as condições salariais e a confiança dos consumidores. Para o próximo trimestre, as mudanças nos juros devem continuar exercendo influência importante sobre a demanda, acompanhadas pelas condições do mercado de trabalho.

Ao mesmo tempo, começam a aparecer fatores que podem limitar esse movimento. O comprometimento da renda das famílias deverá exercer influência negativa sobre a procura por crédito, enquanto a evolução dos preços dos imóveis também aparece entre os elementos capazes de reduzir a capacidade de compra dos consumidores.

Essa combinação pode criar um desafio adicional para o mercado imobiliário. Mesmo que o comprador esteja interessado em adquirir um imóvel e encontre uma propriedade compatível com suas necessidades, a capacidade de enquadramento nas exigências do banco poderá ganhar ainda mais importância para a conclusão do negócio.

Inadimplência preocupa os bancos

A preocupação com a inadimplência merece atenção porque existe uma diferença entre o que aconteceu recentemente e o que as instituições esperam para os próximos meses. No segundo trimestre, o comportamento da inadimplência no segmento imobiliário ficou abaixo das expectativas dos próprios bancos, o que trouxe algum alívio para o setor.

Apesar desse resultado, as instituições financeiras demonstram maior preocupação quando olham para o terceiro trimestre. A expectativa de aumento da inadimplência aparece como um dos principais fatores capazes de reduzir a disposição dos bancos em conceder novos financiamentos.

Outro ponto observado é o comprometimento da renda do consumidor, que já havia sido apontado como uma preocupação no segundo trimestre. Embora fatores positivos relacionados ao funding e ao ambiente institucional tenham ajudado a compensar esse risco naquele período, o endividamento das famílias continua sendo uma variável importante para as decisões de crédito.

O que isso pode representar para quem pretende comprar um imóvel

Se a maior seletividade prevista pelas instituições realmente se confirmar, quem pretende financiar um imóvel poderá encontrar critérios mais rigorosos durante a análise de crédito. Isso não necessariamente significa aumento dos juros ou redução automática dos limites de financiamento, mas indica que a avaliação individual de cada cliente tende a ganhar ainda mais peso.

Renda comprovada, percentual de comprometimento mensal, outras dívidas existentes, histórico de pagamentos e valor da entrada são alguns dos fatores que podem influenciar a aprovação. Além disso, comparar diferentes instituições financeiras pode se tornar ainda mais relevante, já que cada banco possui políticas próprias de concessão e avaliação de risco.

Para o consumidor que pretende comprar um imóvel nos próximos meses, organizar a situação financeira antes de solicitar o financiamento pode fazer diferença. Reduzir dívidas, evitar assumir novas parcelas e aumentar o valor disponível para entrada são medidas que podem melhorar as condições de uma operação, principalmente em um ambiente no qual os bancos demonstram menor disposição para assumir riscos.

Corretores de imóveis e imobiliárias também precisam ficar atentos

A possível mudança não interessa apenas a quem pretende comprar um imóvel. Para corretores de imóveis, imobiliárias e incorporadoras, o acesso ao financiamento é uma das peças fundamentais para transformar interesse em venda efetivamente concluída.

Em um cenário de maior restrição, a análise financeira do cliente tende a ganhar importância ainda no início do atendimento. Um comprador pode demonstrar interesse, visitar imóveis, negociar valores e chegar próximo de fechar o negócio, mas a operação dependerá da aprovação do crédito quando houver necessidade de financiamento.

Por isso, profissionais que trabalham com imóveis financiados podem precisar acompanhar mais de perto as mudanças nas políticas dos bancos, nas taxas e nas condições exigidas para aprovação. Também cresce a importância de orientar o cliente sobre simulações e possibilidades de financiamento antes que a negociação esteja em uma etapa avançada.

Crédito imobiliário pode ser um dos pontos de atenção nos próximos meses

A Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito não significa que os bancos fecharão as portas para quem deseja financiar um imóvel. O levantamento apresenta expectativas das instituições para o terceiro trimestre e essas projeções podem mudar conforme o comportamento da economia, dos juros, do emprego e da inadimplência.

Ainda assim, a mudança de percepção merece ser acompanhada pelo mercado imobiliário. A demanda por financiamento continua mostrando força, mas as instituições financeiras esperam elevar o grau de restrição justamente quando mais consumidores demonstram interesse pelo crédito habitacional.

Caso esse movimento se confirme, o desafio para o mercado não será necessariamente encontrar compradores interessados em imóveis, mas fazer com que uma parcela maior deles consiga passar pela análise dos bancos. Para um setor no qual o financiamento é decisivo em grande parte das transações residenciais, qualquer mudança relevante na disposição das instituições em conceder crédito pode ter reflexos diretos sobre o ritmo das vendas.

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Quatro homicídios são registrados no fim de semana; confira os casos

 

corpo é encontrado
Foto: Reprodução

Quatro homens foram mortos em Feira de Santana entre a noite de sexta-feira (21) e a manhã do domingo (23). Os crimes foram registrados no conjunto Feira X e nos bairros Limoeiro, Queimadinha e Campo Limpo. Os casos apresentam diferentes circunstâncias, incluindo mortes provocadas por disparos de arma de fogo, golpes de arma branca e até agressões físicas.

Corpo no riacho no Feira X

O primeiro caso ocorreu na noite de sexta (21), na Rua Macário Cerqueira, no conjunto Feira X. A Polícia Civil foi acionada após informações sobre uma sequência de disparos de arma de fogo na região. No local, os policiais encontraram o corpo de um homem boiando em um riacho. A vítima vestia uma camisa verde e estava sem roupas na parte inferior do corpo.

# Corpo de homem é encontrado em riacho do Feira X após moradores ouvirem tiros
Foto: Reprodução

O homem apresentava ferimentos provocados por disparos de arma de fogo nas regiões do tórax e da cabeça. Também foi identificado um ferimento provocado por arma branca, possivelmente uma faca, na região do peito. A vítima não portava documentos e não havia sido identificada até o momento do levantamento cadavérico.

Corpo em matagal no Limoeiro

Já na tarde de sábado (22), por volta das 14h, João Paulo Santos de Jesus, de 26 anos, foi encontrado morto em uma área de matagal na Rua Madre de Deus, no bairro Limoeiro. A vítima morava em Santo Antônio de Jesus e estaria a caminho da casa da mãe em Feira de Santana.

João Paulo Santos de Jesus
João Paulo Santos de Jesus | Foto: Reprodução

O corpo apresentava, inicialmente, sinais compatíveis com ferimento provocado por disparo de arma de fogo na cabeça. A Polícia Civil realizou o levantamento cadavérico e iniciou as investigações para esclarecer a autoria e a motivação do crime.

Morto após agressões na Queimadinha

Ainda na noite de sábado (22), um homem não identificado foi encontrado morto na Rua Ceará, no bairro Queimadinha. A ocorrência foi registrada por volta das 20h e atendida por policiais do 25º Batalhão de Polícia Militar (BPM).

viatura do 25º BPM foto Ed Santos
Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

O homem apresentava diversas lesões pelo corpo, compatíveis com agressões físicas. Entre os ferimentos estavam um corte na cabeça e uma lesão no braço direito, aparentemente provocados por instrumento perfurocortante.

Segundo relatos de populares, a vítima teria sido espancada por homens não identificados em um beco próximo ao local onde o corpo foi encontrado. A identidade do homem ainda não foi confirmada.

Tiros e golpes de arma branca no Campo Limpo

Já na manhã deste domingo (23), Lindomar Conceição Ferreira, de 41 anos, foi morto na Rua Estrela Dalva, no bairro Campo Limpo. O crime aconteceu por volta das 6h, no imóvel onde ele residia.

Adolescente morre após carro atingir motocicleta na BR-116
Foto: Raimundo Mascarenhas/ Arquivo

Segundo a Delegacia de Homicídios de Feira de Santana, Lindomar foi encontrado na parte da frente da residência com ferimentos provocados por disparos de arma de fogo no rosto e golpes de arma branca na região da nuca.

A vítima segurava uma barra de ferro e uma corrente com cadeado. Os objetos apresentavam possíveis vestígios de sangue e foram recolhidos para exames periciais.

Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade