
Cássio Thyone, presidente do conselho do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, salienta que a alta notificação deve-se ao fato de que são bens de maior valor. "Os donos procuram as autoridades não só na tentativa de reaver (o carro ou a moto que foi levada), mas também para entrar com o processo junto à seguradora", explicou.
Para Thyrone, os números desse tipo de crime são "alarmantes" e é necessário que o poder público passe a encarar os números de violência patrimonial da mesma forma como enxerga os demais crimes. "Se está em patamar elevado, significa que não estamos conseguindo combater da maneira que deveria. Nada do que se tem feito surte efeito, e isso se manifesta nas estatísticas", alertou.
Apesar da alta notificação sobre roubos e furtos de veículos, os números podem estar abaixo da realidade. A Pnad Contínua revelou que em apenas 44,8% dos casos de furto na rua, ocorridos no período de um ano antes da pesquisa, as vítimas relataram ter procurado a polícia. Daqueles que procuraram ajuda da autoridade policial, 11,2% decidiram não fazer o registro formal na delegacia.
Entre os motivos para não procurar a polícia nos casos de roubo, os entrevistados pela Pnad destacaram: não acreditavam na corporação (26,9%), recorreram a terceiros ou resolveram sozinhos (24,3%), a falta de provas (15,2%) e o medo de represália (12,8%).
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