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segunda-feira, 7 de agosto de 2023

Vídeo: “Mulher é bicho que chuta as partes baixas”, diz juiz sobre vítimas de abuso

 Imagem colorida de juiz que pôs em xeque o depoimento das vítimas - Metrópoles

Durante o depoimento de mulheres que denunciam um médico por violência sexual, em Juazeiro do Norte, interior do Ceará, o juiz Francisco José Mazza rebateu as afirmações das vítimas, dizendo que elas são “bicho da língua grande” e que “chutam as partes baixas”.

O médico, identificado como Cícero Valdizébio Pereira Agra, é acusado de praticar violação sexual contra pacientes durante atendimentos ocorridos em 2021. Em julho deste ano, 10 mulheres prestaram depoimento à Justiça, perante o juiz Francisco José Mazza Siqueira, do Fórum de Juazeiro do Norte. O advogado de Cícero Agra afirma que as denúncias são falsas.

Veja:

Após uma das vítimas relatar ter sido tocada nas partes íntimas sem consentimento, o juiz contrapôs as alegações afirmando que foi assediado por mulheres quando era professor. “Tinha aluna que chegava se esfregando em mim — aqui não tem nenhuma criança, todo mundo é adulto — e dizia: ‘Professor, não sei o que, não sei o quê…’ Eu dizia: ‘Minha filha, é o seguinte, quando eu deixar de ser seu professor, você faça isso comigo'”.

O juiz Francisco José ainda afirmou que “quem acha que mulher é boazinha estão tudo enganado (sic)” e que mulher é “bicho de mão pesada, bicho da língua grande e que chuta as partes baixas”.

Antes das afirmações, o juiz alegou que tem “maior respeito” às mulheres, que aprendeu a respeitá-las e que a mãe é uma guerreira.

Desrespeito

Em entrevista ao G1, Aécio Mota, advogado responsável pela defesa das mulheres que denunciaram o abuso do médico, as clientes foram desrespeitadas. “Entendemos que houve uma clara violação de prerrogativa e também um desrespeito. Quando um juiz faz comentários sobre o comportamento das mulheres na audiência, ele estava fazendo claramente um juízo de valor em desfavor da vítima, colocando uma justificativa para os abusos, colocando a vítima como culpada.”

Aécio Mota afirma que procurou a OAB para “tomar providências” contra o juiz, porque, segundo ele, houve uma evidente violação de prerrogativas e também um desrespeito, tanto com as partes quanto com os advogados.

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