
O médico preso suspeito de importunar sexualmente mais de 30 pacientes é o cardiologista Daniel Pereira Kollet (foto em destaque), de 55 anos. Ele foi detido nessa segunda-feira (30/3), no município de Taquara, no Rio Grande do Sul (RS).
De acordo com informações do Conselho Regional de Medicina, Daniel Kollet atua como médico desde 1997 e possui registro ativo como cardiologista. Ele atendia em um consultório localizado na região central da cidade.
Segundo a Polícia Civil, a maioria dos casos teria ocorrido durante consultas de rotina. De acordo com as investigações, o médico se aproveitava do momento em que as pacientes estavam nuas para se aproximar, abraçar, beijar e acariciar as vítimas sem consentimento.
“As vítimas ficavam em estado de choque e sem reação. Ressalta-se que pelo menos três vítimas, com idades entre 30 e 42 anos, prestaram depoimento e os relatos são semelhantes e coesos entre si, demonstrando o modus operandi do médico”, afirmou o delegado responsável pela investigação, Valeriano Garcia Neto.
Em um dos depoimentos, uma paciente, que não foi identificada, relatou que iniciou o acompanhamento com o cardiologista em 2024. Segundo ela, já na primeira consulta estranhou o comportamento do médico, que teria demonstrado uma postura considerada excessivamente carinhosa durante o atendimento.
Médium?
Durante o atendimento, o profissional teria tocado nas partes íntimas de seu corpo sem justificativa médica e a abraçado de forma inadequada, alegando que era médium e iria passar boa energia.
Ao realizar exames no consultório, o médico orientou a retirar as roupas e, após o procedimento, enquanto se vestia, ele teria se aproximado por trás e tocado em seus seios.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações prosseguem no sentido de identificar mais vítimas. “Após as formalidades, o preso será encaminhada ao sistema prisional onde ficará a disposição da justiça”, informaram.
Em nota enviado ao Metrópoles, o Conselho Nacional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul informou que “tomou conhecimento dos fatos, e medidas administrativas já foram tomadas para investigação do caso. A situação é grave e deve ser apurada com rigor. Se comprovada a denúncia, todas as ações necessárias serão tomadas para punir os responsáveis”.



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