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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Faxina no TikTok derruba um vídeo proibido a cada 2 segundos no Brasil

 

Arte gráfica de mão segurança celular, com símbolo do TIkTok, batendo oaparelho no chão - Metrópoles

Quase 2 mil vídeos proibídos foram retirados do TikTok a cada hora no Brasil, entre janeiro e março deste ano. Ao todo, 4,3 milhões foram tirados do ar por violarem as regras da plataforma. Isso representa, em média, uma publicação excluída a cada dois segundos.

Diferentes tipos são proibidos, entre eles estão publicações relacionadas a abuso sexual e físico de crianças e adolescentes. — como o caso envolvendo uma estagiária de 17 anos, vítima de estupro coletivo, transmitido pelo TikTok.

Os dados constam em relatórios de transparência da plataforma, consultados pela coluna.

Transmissão de abuso

Enquanto a jovem era violentada, Matheus Costa Silva, de 19 anos, fez uma transmissão ao vivo, na qual foi possível ouvir a vítima.

Na ocasião, a postagem foi compartilhada ao menos 28,5 mil vezes, teve pouco mais de 173 mil likes e gerou 1.677 comentários — em grande parte tirando sarro da jovem.

Matheus foi preso no último dia 31, por estupro de vulnerável e ameaça. A defesa dele não foi localizada. Três adolescentes, já identificados pela Polícia Civil, também são investigados por participação no crime. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) também analisa o caso.

Homem branco, com roupa branca, algemado - Metrópoles
Matheus Costa Silva, de 19 anos, foi preso pela Polícia Civil em 31/7

Milhões de remoções

Em 2025, o TikTok removeu 19,9 milhões de vídeos proibídos no país, o equivalente a aproximadamente 54,5 mil por dia. No ano anterior, foram 22,6 milhões. Na comparação, houve uma redução de 2,7 milhões de registros retirados do ar, ou quase 12%.

A queda no total, por si só, não permite concluir se houve diminuição de conteúdos irregulares ou mudança na fiscalização. Os números indicam apenas a quantidade de publicações retiradas em cada período.

Os relatórios de transparência da plataforma também apresentam dados sobre solicitações governamentais de remoção, violações de propriedade intelectual e operações de influência disfarçadas.

Proteção de menores

As regras do TikTok proíbem a publicação, exibição ou promoção de material de abuso sexual infantil, aliciamento, extorsão sexual, pedofilia e danos físicos ou psicológicos contra jovens.

Em posicionamento encaminhado à coluna, a empresa afirmou que conteúdos contrários às regras foram removidos assim que identificados, como o envolvendo a jovem vítima de estupro coletivo.

“Temos tolerância zero para promoção ou disseminação de abuso sexual e físico. Nossa prioridade é manter a comunidade segura e protegida”, declarou a plataforma.

Segundo informações complementares fornecidas pelo TikTok, 99,8% dos conteúdos que violaram especificamente as políticas contra abuso sexual e físico de jovens foram retirados antes de qualquer denúncia feita por usuários.

A empresa afirma ainda que 97,6% dessas publicações foram removidas antes de completar 24 horas no ar. Considerando todas as categorias de violações, 99,3% dos conteúdos identificados pela plataforma teriam sido retirados de forma proativa.

O TikTok declarou que mantém equipes de moderação atentas a possíveis violações e que continua investindo em medidas para reforçar a segurança da rede.

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