
Um protesto marcou a 2ª ExpoCacau, nesta terça-feira (25/08), no Centro de Convenções de Ilhéus, no sul da Bahia. O evento reúne produtores, empresas e representantes do setor para discutir o futuro da cacauicultura brasileira.
A manifestação foi liderada pela presidente da Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC), Vanuza do Cacau, que utilizou um megafone para criticar a situação enfrentada pelos produtores. Ela estava acompanhada de outros trabalhadores do setor.
Durante o protesto, a dirigente afirmou que existe uma contradição entre o discurso de sustentabilidade adotado pelas indústrias e a realidade enfrentada no campo.
“Enquanto as indústrias falam em sustentabilidade, o produtor enfrenta empobrecimento e abandono. A nota fiscal do sofrimento está aí.”
Em outro momento, a presidente da associação criticou o que chamou de “esmagamento” dos produtores pelas indústrias e responsabilizou o Governo da Bahia por permitir, segundo ela, a entrada de cargas contaminadas por pragas e doenças africanas nos armazéns das empresas.
“Produtor de cacau não é respeitado, produtor de cacau está sofrendo com o esmagamento que essas indústrias estão promovendo no nosso setor.”
Ela também afirmou que o governo estadual poderia ter adotado medidas para impedir a entrada dessas cargas.
“Eles estão vendendo sustentabilidade com o sangue e com o suor de todos nós, produtores de cacau.”
Considerada uma das principais feiras do setor no país, a ExpoCacau 2026 é realizada pelo CocoaAction Brasil e tem programação de três dias. A organização projeta cerca de 8 mil visitantes durante o evento.
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