Alta chama atenção nos mercados e feiras; cotações mostram forte valorização da fruta nas últimas semanas
Quem foi às feiras e mercados da Bahia nos últimos dias pode ter levado um susto ao procurar pelo limão. A fruta, presente diariamente na cozinha dos baianos, vem registrando forte valorização e já pesa mais no bolso do consumidor.
As cotações mais recentes mostram que a alta não é pontual. No início de setembro, o preço de referência do limão estava em R$ 6,40 por quilo. Em poucos dias, chegou a R$ 8,35/kg, uma valorização de aproximadamente 30% somente no mês.
A elevação também aparece em outras praças de comercialização. No Mercado do Produtor de Irecê, importante centro de abastecimento da Bahia, o limão apresentou forte oscilação nas últimas semanas. A cotação média passou de R$ 40 em julho para R$ 60 em 25 de agosto, chegando a R$ 110 em 1º de setembro, antes de recuar para R$ 90 na cotação de 8 de setembro.
📈 Alta chama atenção
O movimento de valorização ocorre em um período de forte oscilação na oferta da fruta. Quando a quantidade de limão disponível diminui, enquanto a procura permanece elevada, os preços tendem a subir ao longo da cadeia — do produtor ao atacadista e, finalmente, ao consumidor.
Dados recentes de comercialização também mostram que o limão Tahiti alcançou valores elevados em outros mercados nordestinos. Na Ceasa do Ceará, por exemplo, a caixa de 25 quilos estava sendo comercializada em 10 de setembro entre R$ 200 e R$ 220, com origem na Bahia e no próprio Ceará.
🛒 Consumidor sente no bolso
Para quem utiliza o limão diariamente, seja para temperar alimentos, preparar bebidas ou acompanhar refeições, a alta começa a fazer diferença no orçamento.
O impacto pode ser ainda maior no varejo, já que entre o produtor e o consumidor existem custos de seleção, embalagem, transporte, armazenamento, perdas e margem de comercialização.
Por isso, o valor encontrado nas feiras, supermercados e sacolões pode ficar acima das cotações registradas nos mercados atacadistas.
🍋 Bahia também participa do mercado nacional
Apesar de São Paulo dominar amplamente o fornecimento de limão Tahiti comercializado na Ceagesp, a Bahia também aparece entre os estados fornecedores. Dados reunidos pela Embrapa apontam que, em 2025, a fruta comercializada na Ceagesp teve origem em 86 municípios de três estados. A Bahia participou com dois municípios e 71 toneladas, com preço médio de R$ 2,12/kg naquele período.
A comparação ajuda a mostrar como o mercado da fruta pode sofrer mudanças significativas de preço conforme as condições de oferta, período do ano e demanda.
🔎 E a tendência?
Ainda é cedo para afirmar que a alta permanecerá por muito tempo. O preço do limão apresenta oscilações importantes e pode recuar caso a oferta aumente nas próximas semanas.
Por enquanto, porém, o cenário é de limão mais caro na Bahia, com reflexos já percebidos nas cotações de atacado e tendência de impacto no preço pago pelo consumidor.
Para quem vai às compras, a recomendação é pesquisar: a diferença de preço entre estabelecimentos pode ser significativa.
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