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quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Vizinha manda vendedora "subir em árvore" em ataque racista no DF: "Macaca"

 

Mulher apontando o dedo do meio

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga um crime de injúria racial e xenofobia ocorrido após o segundo turno das eleições presidenciais, em 25 de outubro. A vendedora Danielle Sousa, de 40 anos, e sua família foram alvo de ataques preconceituosos proferidos por uma vizinha, identificada como Luciana Maria Rodrigues.

Além de ofender a população nordestina durante a comemoração do pleito, a agressora escalou a violência no dia seguinte ao chamar Danielle de “macaca” e mandá-la “subir em uma árvore”, ato de racismo explícito gravado em vídeo e entregue às autoridades.

Segundo Danielle, o primeiro ataque começou no próprio dia da apuração dos votos. Reunidos para celebrar o resultado do pleito, a vendedora e seus familiares foram surpreendidos pelos gritos e ofensas vindos da residência ao lado.

“Nordestinos burros”

Aos berros, Luciana Maria Rodrigues xingou a família, dirigindo palavrões, ofensas à inteligência e acusações aos familiares da vendedora, todos negros e nordestinos.

“Após o resultado do segundo turno, minha família e eu, inclusive crianças, estávamos comemorando num jardim, né? E aí a gente ouviu ela gritando de lá que nordestino era filho da puta, nordestino era tudo burro, safado, petista era tudo bandido e gritando coisas absurdas. Ela sabe que somos nordestinos, minha família inteira“, disse.

Tentando resolver a situação e buscando o esclarecimento dos fatos, Danielle procurou a vizinha no dia seguinte. Mantendo a calma, sem alterar o tom de voz, a vendedora disse que tentou dialogar sobre as agressões xenofóbicas proferidas contra seus amigos e familiares durante a celebração.

No entanto, a tentativa de conciliação foi respondida com deboche e uma descontrolada escalada de hostilidade. Em tom intimidatório, a vizinha apontou o dedo do meio contra o rosto de Danielle. Diante do pedido firme para que recolhesse a mão, o desentendimento tornou-se inevitável, exigindo a intervenção de um amigo em comum que estava no local.

Filmada por Danielle no auge da discussão, a vizinha gritou que a vendedora era uma “macaca” e mandando-a “subir em uma árvore”.  O caso é apurado pela 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), que analisa as gravações em vídeo e colhe os depoimentos das testemunhas envolvidas no episódio.

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