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terça-feira, 7 de março de 2023

'Esse foi o presente que recebi: enterrar meu filho', diz pai de jovem que morreu após atividade física em quartel

Dor, revolta e clamor por Justiça. Foi assim que Carlos Henrique Lima Pinto descreveu os sentimentos que passavam pela sua cabeça momentos após enterrar o filho Gabriel Henrique dos Santos Lima, de 18 anos, na tarde de segunda-feira. Gabriel morreu na sexta-feira após passar mal durante a realização de exercícios físicos realizados sob forte calor no seu segundo dia como recruta no 1º Batalhão de Polícia do Exército (BPE), na Tijuca.

— Na quinta-feira agora, dia 9, completo 55 anos e esse foi o presente que recebi: enterrar meu filho. A dor é muito grande, é algo que jamais imaginei que fosse passar. Não importa o que acontecer, eu quero que os responsáveis pela morte do meu filho sejam punidos — disse Carlos Henrique.A família afirma que Gabriel era um jovem saudável e acreditam que a morte foi causada por excesso na carga de atividade física exigida durante os exercícios.

— Era um garoto sadio, jogava basquete, não bebia, não fumava. Ele tinha todo um futuro pela frente, não merecia isso que aconteceu. Ele sofreu antes de morrer e não foi socorrido com rapidez — disse.

O Exército informou que o jovem recebeu pronto atendimento no quartel e foi levado para o Hospital Central do Exército, onde morreu devido a complicações. Foi instaurado procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da morte. O Exército também lamentou o caso e disse que está prestando apoio à família. De acordo com a Polícia Civil, o caso foi registrado na 17ª DP (São Cristóvão) e deve ser encaminhado à 21ª DP (Bonsucesso) para continuidade das investigações.

— O nosso Gabriel foi posto à exaustão, marchando num sol de quase 40 graus, no nosso Rio de Janeiro, dentro daqueles casacos de lona do Exército extremamente quentes — disse Celso Monteiro, padrinho do rapaz, em entrevista ao RJTV. — O corpo dele chegou a quase 43 graus. Isso não é falácia. Isso está no laudo do Hospital Central do Exército. O nosso Gabriel teve distensão das alças intestinais, sangramento pulmonar bilateral, isso é característica de falta de oxigenação, edema no crânio. Ou seja, a saturação dele foi a 74 — afirmou.

— Vou lutar por Justiça enquanto tiver forças. Não é justo que um jovem passe por isso, não foi a primeira vez. Vou apelar ao ministro da Justiça, ao presidente da República, a quem for possível. Nenhum pai, nenhuma mãe, merece passar pela dor que estamos passando — disse o pai do rapaz.

Essa é a segunda morte registrada após treinamento no 1º BPE (Tijuca) em um ano. No dia 10 de março de 2022, o soldado Pedro Henrique Pereira dos Santos, também de 18 anos, passou mal e morreu depois de participar de uma série de exercícios na unidade. Em nota divulgada à época, o Exército afirmou que o rapaz foi "prontamente atendido pelo médico do quartel" e "em seguida, ele foi levado para o Hospital Central do Exército e, devido a complicações, veio a óbito".

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