A professora Taís Oliveira, de 40 anos, irmã da vítima, contou que um dos tiros acertou a cabeça de Daniel. "A minha mãe não vai olhar para o meu irmão de novo. Desconfiguraram e destroçaram a cara dele. Uma polícia que para, atira no pneu, atira na perna, mas não. Atiraram na cabeça do meu irmão. Pelo amor de Deus, que polícia é essa? Ele vai ser só mais um? Isso tem que acabar, a gente não aguenta mais", disse.
Segundo Taís, o irmão ia se mudar do bairro com a companheira em breve. Ele ainda deixou uma filha. "A minha mãe estava triste porque eles iam embora, mas feliz porque eles conquistaram. Ela não vai ter mais o meu irmão para voltar no Dia das Mães. Achamos que não chegaria na nossa casa e chegou. Destruíram uma família e destruíram sonhos", completou.
Daniel era empresário e tinha uma loja de produtos eletrônicos, voltada principalmente para telefonia e comunicação, na Pavuna. O carro onde o homem estava ficou com uma marca de tiro no para-brisas. O veículo ainda ficou com manchas de sangue, assim como a Rua Dr. José Thomas, onde o caso ocorreu.
De acordo com a Polícia Militar, agentes do 41º BPM (Irajá) atiraram contra o homem quando abordaram o carro. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A corporação determinou a abertura de um procedimento apuratório para analisar os fatos.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) também investiga o caso. A Polícia Civil informou que os policiais da especializada realizam diligências para esclarecer a situação.
O corpo de Daniel foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) do Centro. Ainda não há informações sobre o enterro.
ODIA
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