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sábado, 3 de junho de 2023

Força Nacional usa pula-pula para expulsar indígenas de fazenda no MS

 Uma equipe da Força Nacional usou uma ação social com pula-pula e lanches para distrair e expulsar indígenas Guarani Kaiowá que invadiram uma fazenda reivindicando a demarcação de terra do território Kurupi, no município de Naviraí, Mato Grosso do Sul, divisa com o Paraná, no dia 22 de maio.

Enquanto os indígenas participavam da ação social, barracos construídos por eles foram destruídos por uma retroescavadeira. Ao mesmo tempo, funcionários da fazenda começaram a construção de uma cerca no limite da propriedade.

“Pensei que era só uma brincadeira, mas já vieram com estratégia montada. Enquanto as crianças se divertiam, sem a gente perceber, duas viaturas saíram do nosso meio e subiram para a fazenda. Quando a gente percebeu, já baixaram escoltando uma retroescavadeira que destruiu nossos barracos e nossa casa de reza”, relatou uma liderança indígena ao Metrópoles.

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Briga antiga

Os Guarani Kaiowá brigam por essa terra há mais de uma década. Desde 2014, os indígenas conseguiram um acordo na Justiça para ficar em um pedaço delimitado dessa terra, enquanto não se definia a demarcação definitiva do local.

No entanto, em junho de 2022, os Guarani Kaiowá dessa região decidiram ampliar sua ocupação e invadiram uma faixa de terra de uma fazenda vizinha, como forma de pressionar pela demarcação da região.

O caso foi parar na Justiça Federal e os fazendeiros decidiram construir uma cerca para impedir a entrada dos indígenas. Em meados de abril deste ano, o juiz federal Rodrigo Vaslin Diniz determinou que a cerca começasse a ser construída em maio e que a Força Nacional garantisse a segurança do local, evitando qualquer tipo de confronto.

Acirramento da disputa

Depois da ação social com pula-pula e a destruição dos barracos, o clima ficou mais acirrado entre os indígenas, os funcionários da fazenda e a Força Nacional.

Segundo manifestação da Polícia Federal de 22 de maio, cerca de vinte indígenas tentaram cercar uma equipe da Força Nacional. “A maioria deles munidos de arcos e fechas, facões e armas perfuro contundentes”, escreveu em trecho do documento.

Diante dessa situação, o mesmo juiz Rodrigo Vaslin, determinou em 23 de maio a suspensão da construção da cerca entre a fazenda e a terra indígena. O magistrado determinou que os indígenas respeitem o acordo de 2014 e fiquem no pedaço de terra acordado na época até que se conclua o procedimento demarcatório.

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