
Segundo a PF, a suspeita surgiu a partir de um documento encontrado no celular de Bolsonaro. O material seria um rascunho de carta endereçada ao presidente da Argentina, Javier Milei, em que o ex-chefe do Executivo solicitava asilo político.
Na decisão dessa quarta-feira (20/8), Moraes afirmou que o ex-presidente desrespeitou restrições impostas pela Corte e voltou a adotar condutas ilícitas. O magistrado destacou, ainda, que a PF identificou provas de que Bolsonaro teria preparado um plano para deixar o país.
“Diante de todo o exposto, INTIME-SE a Defesa de JAIR MESSIAS BOLSONARO para que, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, preste esclarecimentos sobre os reiterados descumprimentos das medidas cautelares impostas, a reiteração das condutas ilícitas e a existência de comprovado risco de fuga”, diz trecho da decisão.
Após a manifestação da defesa, os autos serão enviados à Procuradoria-Geral da República (PGR), que terá o mesmo prazo para se posicionar.
Pedido de asilo
O arquivo encontrado no celular de Bolsonaro foi alterado pela última vez em 12 de fevereiro de 2024, dois dias depois da operação Tempus Veritatis, que teve Bolsonaro como um dos alvos. A ação investigava uma suposta organização criminosa envolvida em atos contra o Estado Democrático de Direito.
No texto, Bolsonaro dizia ser perseguido político no Brasil e pedia acolhimento urgente na Argentina. Ele também alegava temer um novo atentado, como o da facada em 2018, e citava tratados internacionais para justificar o pedido.
Segundo a PF, o documento mostra que o ex-presidente cogitava sair do Brasil em meio às investigações.
Veja a íntegra da minuta do pedido de asilo:







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