
Teixeira de Freitas: Uma história marcada por angústia, luta, cobrança, decisão judicial e uma transferência em UTI aérea terminou da forma mais dolorosa possível. A pequena Hannah não resistiu e morreu, deixando familiares e todos que acompanharam sua história profundamente abalados.
A batalha pela vida
Antes mesmo de nascer, Hannah já travava uma batalha pela vida ao lado da mãe, Renilde Miranda Lima, de 43 anos, que enfrentava uma gestação de alto risco e precisava de atendimento especializado de alta complexidade. O caso ganhou repercussão após a demora para que a transferência fosse efetivada.
A situação chegou à Justiça e o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) precisou intervir para garantir o atendimento. Conforme mostrou o Liberdade News em reportagem publicada no dia 21 de julho, Renilde aguardava uma transferência para uma unidade com suporte adequado à complexidade de sua gestação.
A decisão judicial e o descumprimento
A Justiça havia determinado o atendimento, mas, diante da demora no cumprimento da decisão, a cobrança judicial precisou ser endurecida. A desembargadora Rosita Falcão de Almeida Maia determinou a intimação pessoal do secretário de Saúde do Estado da Bahia e do Município de Teixeira de Freitas para cumprimento da ordem judicial.
Somente depois dessa batalha, Renilde foi transferida em UTI aérea de Teixeira de Freitas para o Hospital Estadual da Criança (HEC), em Feira de Santana, unidade de referência para atendimento de alta complexidade. A transferência aconteceu após o hospital aceitar a solicitação de internação obstétrica de alta complexidade.
Na ocasião, o Liberdade News questionou publicamente por que uma paciente em situação delicada precisou recorrer à Justiça para conseguir acesso ao atendimento necessário.
O acompanhamento do Liberdade News
Desde que tomou conhecimento da situação, o Liberdade News acompanhou o drama vivido pela família e deu voz ao pedido de socorro. A equipe cobrou providências, acompanhou os desdobramentos da decisão judicial e esteve presente até a concretização da transferência aérea.
Na época, o advogado Robson Neres de Brito, que acompanhava o caso, reconheceu publicamente a participação da imprensa na mobilização e agradeceu ao Liberdade News, citando nominalmente Edvaldo Alves, Rafael e toda a equipe pelo apoio durante a luta pela transferência.
Era uma menina muito esperada. A própria reportagem publicada naquele momento destacava a expectativa para que o atendimento especializado pudesse preservar a saúde de Renilde e de sua bebê.
A notícia que ninguém queria dar
Depois de toda essa batalha, veio a notícia que ninguém gostaria de dar: a pequena Hannah morreu. A menina que, antes mesmo de chegar ao mundo, mobilizou família, advogado, imprensa e Poder Judiciário em uma corrida por atendimento especializado não resistiu.
A morte de Hannah transforma aquela luta iniciada meses atrás em um doloroso questionamento sobre a assistência oferecida aos pacientes que dependem da regulação pública:
• Por que foi necessário recorrer à Justiça?
• Por que uma determinação judicial precisou de nova cobrança para ser efetivamente cumprida?
• Quanto vale o tempo quando existem duas vidas em risco?
São perguntas que precisam ser respondidas.
O que ficou documentado
O que está documentado é que houve uma batalha por transferência, uma decisão judicial, cobrança para o cumprimento dessa decisão e, posteriormente, uma remoção em UTI aérea para Feira de Santana. Hoje, aquela história que o Liberdade News acompanhou esperando poder anunciar um final feliz termina em luto. A pequena Hannah não resistiu.
Solidariedade e continuidade da cobertura
O Liberdade News manifesta solidariedade aos familiares e seguirá acompanhando o caso, buscando esclarecimentos dos órgãos responsáveis sobre o atendimento prestado à mãe e à criança e sobre as circunstâncias que envolveram essa dolorosa perda.

Por: Rafael Vedra/LiberdadeNews
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