Ele explica que o cálculo da energia armazenada é feito com base nos dados do Operador Nacional do Sistema (ONS). As hidrelétricas geram 62,8% da energia no país. As térmicas respondem por 28,3% e pequenas centrais hidrelétricas, eólicas, solares e outras fontes, por 8,9%.
Para o especialista, além de chuva, faltou também planejamento para que a situação não ficasse tão grave. “Vários projetos que poderiam estar funcionando, ou estão atrasados ou nem saíram do papel. Se tivesse mais usinas, o ritmo de esvaziamento seria menor”, afirma.
Um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), de setembro do ano passado, mostrou que 79% das usinas hidrelétricas em construção no país não cumpriram o cronograma original. Entre as térmicas, os atrasos chegam a 88%. As causas vão desde problemas nos projetos até conflitos ambientais. O relatório apontava como possíveis consequências dos atrasos a falta de oferta de energia no país e impactos no valor da tarifa cobrada do consumidor. Entre 2009 e 2013 o gasto extra com os atrasos chegou a R$ 8 bilhões.
O TEMPO
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