A decisão adotada por meio do Despacho Decisório nº 456/2026 tem como principal justificativa o risco fitossanitário que o ingresso dos grãos pode representar para o Brasil. Autoridades brasileiras apontam que o elevado fluxo de amêndoas de países vizinhos que entram na Costa do Marfim pode causar mistura de cargas com produtos que não têm autorização sanitária para exportar ao Brasil, aumentando a possibilidade de entrada de pragas ou doenças que comprometam lavouras nacionais.
A suspensão vale por tempo indeterminado e só poderá ser revista depois que o governo marfinense apresentar garantias formais de que as cargas destinadas ao Brasil não contêm itens com origem em países com status fitossanitário desconhecido ou não autorizados. Além da interrupção das importações, a medida determina que a Secretaria de Comércio e a Secretaria de Defesa Agropecuária investiguem possíveis casos de triangulação comercial.
A ação foi resultado de articulações entre o governo federal e representantes do setor produtivo, inclusive forças políticas e autoridades de estados produtores, que vinham alertando para os riscos sanitários e econômicos da importação sem controle mais rigoroso.
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