
Laudo pericial descartou a justificativa de abuso sexual apresentada pela mulher de 41 anos que matou o próprio pai, de 74, a facadas, e saiu nua pela cidade de Itanhaém, no litoral de São Paulo, em agosto do ano passado. Segundo o documento técnico anexado ao processo, não foram encontradas provas que confirmem as acusações feitas por ela contra a vítima, Marcos Ferreira Linhares.
Logo após o crime, a mulher disse à polícia que sofria abusos desde criança e que o pai a explorava sexualmente. Ela afirmou ainda que guardava em tablet, HDs e “pen drives” vídeos que comprovariam a situação. Os aparelhos foram apreendidos e passaram por análise com autorização judicial.
O resultado da perícia, no entanto, não confirmou a existência de conteúdo que sustentasse essa versão. A defesa foi oficialmente informada da juntada do laudo aos autos.
O que aconteceu
A mulher, de 41 anos, foi presa em 16 de agosto de 2025 após ser encontrada por moradores perambulado nua pelas ruas e falando frases desconexas. Ao ser questionada sobre o motivo de estar sem roupa, ela afirmou: “Sou prostituta”.
Quando a polícia foi acionada, a mulher admitiu ter matado o próprio pai, Marcos Ferreira Linhares, de 74 anos. Na delegacia, disse que era abusada por ele desde criança e que estava sobre “forte estresse”.
Marcos Ferreira Linhares foi encontrado morto em casa com a faca cravada no abdômen. De acordo com a filha, ele havia tido um AVC, não falava, tinha problemas de pressão e diabetes, entre outras comorbidades, além de fazer uso de diversos medicamentos.
O exame de sanidade mental foi solicitado após pedido dos advogados da acusada. Segundo a defesa, há “fortíssimos indícios de um surto psicótico”.
“Na entrevista com esse defensor após 3 dias do ocorrido, na Cadeia em Anexo do 2º DP de São Vicente, a acusada ainda estava muito confusa, inclusive sem noção de tempo e precisando urgentemente de atendimento médico”, afirmam os advogados.







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