Agora, com as perspectivas mais consolidadas para o início do clico de cortes da Selic pelo Copom (Comitê de Política Monetária) neste ano, o fôlego do mercado financeiro — que vem recebendo um grande fluxo de capital estrangeiro —, além do ânimo geral do setor, analistas e grandes players já projetam: 2026 será o ano de um novo salto imobiliário.
Apesar do cenário otimista, especialistas ouvidos pelo CNN Money sinalizam pontos que podem prejudicar o setor, como a mudança na jornada de trabalho 6x1.
2026: o ano da consolidação
"As perspectivas são muito boas", resume Fábio Tadeu, da Brain.
Se as "tempestades não previstas" não surgirem no horizonte macroeconômico, 2026 tem tudo para ser o ano em que o recorde de intenção de compra se transformará no maior volume de escrituras assinadas da história do país.
Com o setor de construção civil projetando crescer acima do PIB (Produto Interno Bruto), o mercado imobiliário deixa de ser apenas um sobrevivente dos juros altos para se tornar o motor da economia brasileira no próximo ano.
Para a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), o setor estima crescer acima da economia nacional em 2026, um resultado para a construção melhor do visto no ano anterior.
A expectativa de crescimento em 2%, em relação aos 1,6% do PIB brasileiro, é sustentada por fatores como o início da queda na taxa de juros, programas como o Reforma Casa Brasil, além de orçamento recorde para a habitação financiado pelo FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e dos investimentos em obras de infraestrutura.
Para Eduardo Fischer, “quando a gente soma tudo isso, eu olho para 2026 com bastante otimismo. Uma indústria que já vem bem, apesar da taxa de juros muito alta, tende a ter um 2026 e 2027 melhor ainda”.
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