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A Câmara Municipal de Itapetinga, centro sul da Bahia, projeta um orçamento de R$ 12 milhões para o exercício de 2026. A peça orçamentária, que detalha a aplicação dos recursos públicos no Legislativo, destina a maior parte da verba — R$ 10,13 milhões — para a manutenção dos serviços parlamentares e administrativos, cobrindo despesas operacionais e vencimentos de servidores e dos 15 vereadores.
Um levantamento dos custos diretos por parlamentar revela que cada uma das cadeiras da Casa custa, no mínimo, R$ 211.600,00 por ano aos cofres municipais.
O cálculo baseia-se no subsídio mensal de R$ 13.400,00, acrescido de 13º salário, férias remuneradas e a verba de gabinete, fixada em R$ 2.000,00 mensais. Este valor é o piso do custo parlamentar, uma vez que não inclui auxílios adicionais ou despesas com viagens.
Histórico de diárias
Para 2026, a previsão de gastos com diárias é de R$ 330 mil. O tema, contudo, gera cautela devido ao histórico recente. Em 2025, o então presidente da Casa, Luciano Almeida (MDB), precisou suspender o benefício ainda no mês de julho, após o esgotamento precoce da verba prevista para todo o ano.
Atualmente, estima-se que cada deslocamento oficial consuma cerca de R$ 3.300,00 em diárias (referente a três unidades por pedido).
O orçamento já foi finalizado e segue agora para a análise do Poder Executivo. Dos R$ 12 milhões totais, a folha de pagamento bruta (vencimentos e encargos) representa o maior peso financeiro: R$ 7,13 milhões.
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