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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Veja imagens de técnicos injetando substância que matou três pacientes

 técnico de enfermagem 1

Imagens obtidas pelo Metrópoles mostram o momento em que os técnicos de enfermagem aplicam substâncias que mataram três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF).

Registros feitos pelas câmeras de segurança do hospital mostram o momento em que o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, prescreve uma substância letal utilizando o login de uma médica que não estava no plantão, retira o medicamento na farmácia do hospital e aplica injeções intravenosas nos pacientes.

Outra envolvida, a técnica de enfermagem Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos, também aparece em uma das imagens manuseando a substância letal, envolto num pacote laranja, na farmácia da unidade.

Veja as imagens:

Veja imagens de técnicos injetando substância que matou três pacientes - destaque galeria
6 imagens
Marcos Vinícius prescrevendo o medicamento que causou a morte dos pacientes utilizando o login de outra médica
Marcos aguarda os colegas fazerem manobras de ressuscitação após ele causar a parada cardíaca
Marcela manuseia a substância letal injetada nos pacientes
Veja imagens de técnicos injetando substância que matou três pacientes - imagem 5
Veja imagens de técnicos injetando substância que matou três pacientes - imagem 6

O homem de 24 anos preso suspeito de cometer uma série de homicídios dentro de um hospital do Distrito Federal aplicou desinfetante ao menos 10 vezes em um paciente que estava internado.

Nas imagens, Marcos aparece aplicando a substância e depois vê a equipe médica fazer manobras de ressuscitação.

Duas mortes foram cometidas pelos técnicos de enfermagem no dia 17 de novembro e a terceira no dia 1º de dezembro.

Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Marcela Camilly Alves da Silva e Amanda Rodrigues de Sousa foram presos sob acusação de matar ao menos três pacientes dentro da UTI do Hospital Anchieta. O Metrópoles apurou que uma quarta técnica de enfermagem também está respondendo o processo por homicídio doloso qualificado.

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3 imagens
Marcela Camilly Alves
Amanda Rodrigues

Inicialmente, os presos tentaram negar os crimes dizendo que apenas aplicavam os medicamentos que eram indicados pelos médicos. No entanto, ao serem confrontados com as provas, os investigados não apresentaram arrependimento e demonstraram frieza total, segundo o delegado. Ao confessar o crime, o grupo não explicou a motivação.

Entenda o caso

  • A primeira fase da Operação Anúbis foi deflagrada na manhã de 11 de janeiro, com o apoio do Departamento de Polícia Especializada (DPE).
  • Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente por ordem judicial. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal.
  • Durante as diligências, os policiais recolheram materiais considerados relevantes para a apuração, que passaram a ser analisados pelos investigadores.
  • A polícia busca esclarecer a dinâmica das mortes, o papel de cada suspeito e se houve participação de outras pessoas.
  • As investigações tiveram um novo avanço na última quinta-feira (15/1), com a deflagração da segunda fase da Operação Anúbis.
  • Nesta etapa, a Polícia Civil cumpriu mais um mandado de prisão temporária contra uma investigada e realizou novas apreensões de dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia

A investigação deverá indiciar os suspeitos pelos crimes de homicídios dolosos qualificados com impossibilidade de defesa da vítima.

Vítimas

A PCDF confirmou que o trio, detido pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), teria matado João Clemente Pereira, 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, 33 anos, servidor dos Correios; e Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos. A motivação ainda é investigada.

A investigação deverá indiciar os suspeitos pelo crime de homicídio doloso qualificado com impossibilidade de defesa da vítima, podendo pegar de 9 a 30 anos de prisão.

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